O PROAD – Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes, fundado em 1987, é um serviço do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) voltado para a assistência a farmacodependentes. Ao longo de sua existência, o PROAD vem desenvolvendo atividades de assistência, ensino, pesquisa e prevenção na área das dependências de substâncias lícitas e ilícitas e algumas dependências nãoquímicas tais como jogo patológico e sexo compulsivo.
O PROAD foi a primeira instituição ligada à universidade a instituir um programa de Redução de Danos no Brasil. Já contávamos, desde 1990, com um programa de formação de “outreach workers”, hoje chamados “redutores de danos”, profissionais que saíam às ruas nos locais de concentração de usuários de drogas injetáveis para ensiná-los técnicas de desinfecção de agulhas e seringas.
O movimento da Redução de Danos apresenta como objetivos gerais evitar, se possível, que as pessoas se envolvam com o uso de substâncias psicoativas; se isto não for possível, evitar o envolvimento precoce com o uso de drogas, retardando-o ao máximo; para aqueles que já se envolveram, ajudá-los a evitar que se tornem dependentes; e, para aqueles que já se tornaram dependentes, oferecer os melhores meios para que possam abandonar a dependência; e se, apesar de todos os esforços, eles continuarem a consumir drogas, orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível. Desta forma, se considerarmos a Redução de Riscos e a Redução e Danos como partes de um mesmo continuum, onde estão englobadas as estratégias de prevenção nos vários níveis: primário, secundário e terciário, bem como todas as intervenções de atendimento ao usuário, incluindo tratamento e reinserção social.
As metas intermediárias são destinadas aos pacientes que não desejam ou não conseguem, temporariamente ou não, abandonar o uso de drogas. A busca pelo uso moderado ou controlado da substância em questão é, em princípio, uma estratégia possível no atendimento ao dependente de qualquer substância. No enfoque da RD a individualidade do usuário é considerada e este participa na construção do seu modelo de recuperação. Pode ainda vir a atuar como Redutor de Danos na recuperação de seus pares (outros usuários).
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Texto: Redução de danos no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes – PROAD (Moreira, FG; Haiek, R; Silveira, DX.)

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